Aceitei! E agora?

June 30th, 2010 by Talita Ribeiro

Ele pediu, você emudeceu, mas conseguiu dizer sim a tempo de ele não desistir. Ligou pra sua mãe, para as amigas, twittou, contou para o mundo que agora tem uma aliança[bb] dourada na mão direita e que, em breve, ela fará parte do seu anelar esquerdo. Mas… e depois?

Casamento é coisa séria, já diriam os chatos e experientes de plantão. E é um processo. Olha só que burocrático! Como isso daqui é um post e não uma matéria jornalística, escreverei em primeira pessoa com impressões íntimas e pessoais. Dito isso, sinto informar, mas para fazer um casamento com festa, mudança de casa e lua de mel nós temos sim que nos programar. E comigo foi e está sendo assim:

Três meses antes de me pedir em casamento, o Marco mandou um e-mail com quatro planilhas diferentes sobre aplicações financeiras, simulando quanto teríamos depois de um ano guardando xxxx dinheiros por mês e, delicadamente, perguntou se eu conseguiria poupar a minha parte. Fez os cálculos com base no que considerava uma quantia razoável para “fazer uma festa limpinha e pagar a lua de mel”.

A princípio, achei aquilo engraçado, até porque ele foi bem claro “(esse e-mail não é um pedido de casamento :)”. Então tá. Mas pra mim aquilo era um sinal claro que ele me cortejava para esposa ou que estava planejando me dar um golpe. Preferi acreditar na primeira opção e levei a sério a tal conta. Vi que não conseguiria guardar sozinha a minha parte e conversei com a minha mãe, que ficou animadíssima e se propôs a me ajudar. Nessas horas não adianta fingir, se endividar ou enlouquecer. Família é para essas coisas também.

Depois que ele me pediu em casamento e voltamos de viagem, retomamos as tais tabelas. Em tese, temos que começar a guardar o dinheiro a partir de setembro, pois pretendemos nos casar no mês de outubro de 2011. Porém, o Marco já começou a poupar a parte dele, assim como os meus pais. Eu, felizmente, tenho mais dois meses para colocar as minhas contas em dia (ah os cartões de crédito….). A boa notícia é que vou conseguir.

Toda essa história foi só para ilustrar que: é muito bacana querer casar e coisa e tal, mas, antes de quase tudo, é necessário olhar para as finanças e se perguntar se o sonho é viável. Se vocês dois conseguirão cumprir com o que se comprometerem. Tendo em vista o que vocês podem gastar, fica muito mais fácil planejar cada detalhe da cerimônia, barganhar com mais afinco e usar a criatividade na hora de economizar.

Quem disse que é preciso gastar rios de dinheiros[bb]? Nosso planejamento é bem apertadinho, mas dará certo. Quer ver como? Acompanhe os próximos posts ;)

dinheiros

não deixe seu dinheiro voando por aí

DIGA SIM!

Se você é noiva ou está pensando em trocar a sua bicicleta[bb], pode se cadastrar no Spesa ou no Dinjin e começar a controlar melhor os seus gastos através do e-mail e até do twitter. Se perceber que a coisa está ficando feia, coloque em prática as dicas do Dinherama. Para quem é cliente Apple[bb], há também o aplicativo Cha-Ching.

Porque eu fiz o pedido na Pont-Neuf

June 27th, 2010 by Marco Gomes

Entre outras coisas, porque ela é quentinha nas noites frias, e eu gosto da lateral dela.

Porque eu disse “sim” na Pont Neuf

June 11th, 2010 by Talita Ribeiro
Marco e Talita na Pont-Neuf, Paris

Marco e Talita na Pont-Neuf, Paris

Eu não sei porque fui a casa dele naquela noite. Porque, entre tantos amigos, resolvi me abrigar em seu colo. Ele não era íntimo, apesar do tempo de “quase-convivência”: cinco anos de mensagens na internet, entre blog, orkut, msn e e-mail. Vez em quando ele mandava um sms, sempre carinhoso, mas não exclusivo. Vez em quando ele brincava, falava pra eu deixar o outrora namorado para ser feliz ao seu lado. Vai ver eu inconscientemente levei a sério. Ou então, foi Deus que ouviu os meus pedidos por alguém com quem eu pudesse começar uma família.

Parece sério ou romântico demais, eu sei. Mas quando você pára pra pensar porque se relaciona com alguém, porque investe seu tempo em uma relação, parece estúpido viver só por viver, sem construir algo, sem ser família. E família pra mim nunca foi sangue. Foi sempre circular na veia, fazer pulsar o coração, mesmo quando todos os outros órgãos querem parar. E era isso que eu queria após o fim de um namoro de três anos, de um quase-casamento, da desilusão e desgaste de um rompimento.

Absurdo, não é? Eu deveria ficar quieta, querer a solidão pseudo-construtiva, querer farrear, botar meu bloco na rua, fazer tudo e mais um pouco, menos me envolver e ter esperança no amor. Porque é impossível amar sem se arriscar, sem se colocar na linha de tiro, sem expor suas fraquezas. E após um término tão brusco, eu já estava no chão, não tinha como me manter em mais um baque. Mas vivia algo contraditório: uma tristeza imensa pelos sonhos desfeitos, ainda em cores tão vivas, e a crença de que o futuro a Deus pertence e, nele, eu não estaria sozinha.

Ele não era o cara da minha vida, minha cara metade, minha alma gêmea ou qualquer outra definição. Ele não tinha nada a ver comigo: era nerd, racional, numérico, organizado e metódico. Eu era o caos. Não fantasiava com ele, apesar de a recíproca não ser verdadeira. Mas, naquele bendito dia, em que eu não queria voltar pra casa, foi nele em quem pensei, mesmo sem saber ainda que o seu ombro era perfeito para o meu silêncio. E foi uma decisão tão impulsiva e acertada. Ele me alegrou, me tentou, me fez pensar no “e se…”, apesar de toda minha indisposição.

Fui viajar a trabalho pensando nele, pensando que talvez-quem-sabe pudesse ser interessante. E foi, assim que voltei. E foi mais uma, duas, três, quatro vezes… A cada encontro ele parecia mais instigantee e acessível. Um daqueles enigmas que você precisa resolver para entender a si própria. Rapidamente estava envolvida e morrendo de medo de estar. Quis ir embora uma, duas, três, quatro vezes… Não ia dar certo, ia passar a paixão, as particularidades pesariam. Mas a cada mês, agora vivendo juntos, o que era essencial (valores, fé, sonhos) tornava tudo mais harmônico. Não que a minha bagunça no quarto não incomodasse, mas isso e as diferenças de comportamento poderiam ser superadas, porque nós caminhávamos juntos nas coisas que eram realmente importantes.

E por isso eu disse sim na Pont Neuf. E por isso eu digo sim todos os dias em que acordo e durmo ao seu lado. E não tenho a menor vergonha de ter fé no amor e compartilhá-la.